Friday, October 23, 2009
Saturday, July 11, 2009
marine kulture live at the big moo festival
Big Moo Festival Line Up Announced

The Milton Keynes Family Festival The Big Moo – is taking place for the 3rd year running this year on 11th
and 12th July and the line up of acts on the main stage this year is exceptional.
On Saturday 11th the award winning Theatre District Mascot Olympics will run throughout the day, but in between events they have the likes of Dan Magness who will be displaying his skill and tricks with a ball and has just become the World Record holder for keeping a football off the ground for 24hours, the MK Community Choir, Spectrum Arts singers, Fuzion and there will be an interactive session to get you laughing with Jo Eadie from the Laughter Club. Later on they will be joined by local talent including Meggie We Can’t Fly, Daniela Bove, Kids with Crow Feet and Noon Layer.
On the Sunday they have some amazing bands joining us from far and wide and several currently play the circuit in London. The stage will kick off at 12 noon with Monkey Finger who will be followed by Zeitgeist, Murray Hockridge, J Leon, Mind Warp Pavilion and Groove 8 (who are actually a 9 piece band), each playing a 40 minute set. Marine Kulture, a fantastic electronica band, who are travelling up from London will start their session at 6.30pm and it will finish around 8pm after Stonesoul.

The Milton Keynes Family Festival The Big Moo – is taking place for the 3rd year running this year on 11th
and 12th July and the line up of acts on the main stage this year is exceptional.
On Saturday 11th the award winning Theatre District Mascot Olympics will run throughout the day, but in between events they have the likes of Dan Magness who will be displaying his skill and tricks with a ball and has just become the World Record holder for keeping a football off the ground for 24hours, the MK Community Choir, Spectrum Arts singers, Fuzion and there will be an interactive session to get you laughing with Jo Eadie from the Laughter Club. Later on they will be joined by local talent including Meggie We Can’t Fly, Daniela Bove, Kids with Crow Feet and Noon Layer.
On the Sunday they have some amazing bands joining us from far and wide and several currently play the circuit in London. The stage will kick off at 12 noon with Monkey Finger who will be followed by Zeitgeist, Murray Hockridge, J Leon, Mind Warp Pavilion and Groove 8 (who are actually a 9 piece band), each playing a 40 minute set. Marine Kulture, a fantastic electronica band, who are travelling up from London will start their session at 6.30pm and it will finish around 8pm after Stonesoul.
Monday, July 06, 2009
Monday, May 04, 2009
um breve historia do agora

O ano comecou bem. tenho trabalhado muito na phillips de pury e agora mais ainda na saatchi gallery. esta semana comecamos a mega istalacao de hans coper e cabe a mim contruir a estrutura de mais de quatro metros de altura que ficara na galeria so uma semana pra dai ser montada no japao. No corsica studios, depois da ferias os shows estao a toda e agora estou editando o show que filmei da Lydia Lunch e a legendaria teen age jesus and the jerks. ta ficando legal. semana que vem tem mais tres shows pra filmar: KILIMANJARO DARKJAZZ ORCHESTRA, SHINING e MOTHLITE. Sexta passada, mantendo a tradicao que comecou no peixe-cachorro fizemos a terceira exposicao aqui em casa, a verdadeira lancaster house, nao aquela da ficcao. musica, fotos, videos e esculturas de varios artistas em um evento que ta ficando cada vez maior e melhor. se a preguica deixar um dia posto algumas fotos e videos das festas. o mark chegou do brasil e sexta comecamos a ensaiar pra retomada de shows aqui na inglaterra. este ano sera a nossa estreia nos festivais ingleses com pelo menos uma data certa pra julho. depois falo mais sobre isto. Em setembro eu a pati estamos de volta no festival medieval de bonecos de borholm na dinamarca. ano passado apresentamos um peca de marionetes com a nossa compania de duas pessoas, a sugar cane, e este ano vamos com uma peca de teatro de sombras, que e a nossa piracao do momento. setembro tambem e o mes da minha primeira exposicao solo em londres. so material inedito. fotos , pinturas, esculturas e videoinstalacoes. essa ta dando frio na barriga. e quem sabe milagres acontecam e eu possa dar uma fugida rapida em julho pra ver o rock de inverno. e pra finalizar musicas novas no myspace.com/marinekulture
Tuesday, March 10, 2009
Saturday, November 08, 2008
Wednesday, November 05, 2008
portishead
mais um video do show do portishead em bristol. abaixo o texto que escrevi sobre o show e que foi publicado pelo jornal do estado (curitiba) e no blog da de inverno records.
O videomaker e fotógrafo curitibano Marcelo Borges, atualmente vivendo em Londres, conta sobre o show da banda inglesa ícone do trip-hop, que está com disco novo e raros shows agendados
Marcelo Borges - Especial para o JE
A primeira vez que ouvi Portishead foi no show do Cores D Flores no primeiro Rock de Inverno no finado Circus Bar, em Curitiba. No palco, Marielle Loyola e Cassio Linhares (Zeitgeist Co.), num dueto nervoso, na versão deles de “Sour Times”. Ok, isso foi em 2000 e a musica é do disco Dummy de 1994. Demorei seis anos pra ouvir Portishead.
Em 2004, quando fiz uma viagem de bicicleta de Londres a Dublin, e já conhecia os álbuns da banda (Dummy, 1994, Portishead, 1997, Glory Times remix, e Roseland New York ao vivo 1998), decidi que terminaria a etapa inglesa da viagem em Portishead. Queria fumar um cigarro olhando pro rio Severn, queria estar na cidade natal de Geoff Barrow, o cara que colocou Portishead e o trip-hop no mapa. Acampei em Portishead ouvindo Portishead. Confesso que não gostei do lugar. Depois de uma semana pedalando pela Inglaterra, Portishead a mim pareceu morta, vazia, lugar bom pra quem ta a fim de ficar tranqüilo, bom pra deixar pra traz. Diz a lenda que a prefeitura da cidade desistiu de por placas com o nome do lugar, cansou dos roubos freqüentes, coisa de fan hardcore. No dia seguinte segui viagem para Cardiff no pais de Gales, e enquanto pedalava pensei que queria ver um dia Beth Gibbons cantando ao vivo. Parecia impossível.
Quase quatro anos depois, a banda que não lança um álbum de estúdio desde 1998, revela que o aguardado terceiro álbum está sendo mixado e três shows foram confirmados pra dezembro: Duas noites no All Tomorrow’s Parties/Nightmare Before Christmas, que é um festival de inverno, com a curadoria de 2007 a cargo do Portishead, e uma “gig” no minusculo Academy, em Bristol, cidade onde Barrow conheceu Beth Gibbons, e mais tarde, Adrian Utley e Dave MacDonald foram definitivamente integrados a banda.
Bristol e uma cidade portuaria, com tradição estaleira. Foi la, em 1843 que o primeiro navio de aço foi construído, o ss Great Britain que viajou em 1845 de Liverpool a Nova York. É também conhecida por ser a capital dos piratas ingleses. Sendo que o mais famoso, o legendário “Black Beard”, dizem os locais, ainda assombra o lugar.
Em dezembro, inverno por aqui, o frio e o vento só permitem ficar no máximo uma hora pelas ruas, o jeito e achar um Pub pra esquentar. Na frente do Bristol Academy, lugar do show, fica o The Hatched Inn , o pub mais antigo da cidade, aberto, segundo a placa na porta, por cerca de 1500. Fico ali tomando uma Guinnes, olhando pela janela do pub a modesta fila que começa se formar do outro lado da rua. Depois da terceira “pint”, fico pensando olhando pras vigas no teto do bar, teto que tem a idade do Brasil, que finalmente vou ver Portishead ao vivo, vou ver o show em Bristol. Um brinde barba negra, tenho que ir.
Team Brick abriu a noite, show de um homem só. Voz e pedaleiras. A voz de frei franciscano com muita distorção, e no meio o cara toca um sax nada saxofônico em cima dos loopings da voz em clima de capela. Gostei de Team brick, e por sorte vou filmar o cara em abril no meu trabalho semanal no Corsica Studios em Londres. Depois falo mais dele.
Blackout. Voz gravada em “português brasileiro” enquanto Portishead entra no palco: “.......O que você dá retornará pra você, esta lição você tem que aprender, você só ganha o que você merece.” No fundo os acordes suaves da nova “Wicca” seguida pela também nova, “Hunter”. Na terceira musica, “Mysterons” – opa, esta eu conheço. Caiu a ficha, que aquela mulher, bem mais madura, com até algumas ruguinhas na cara, era a Beth Gibbons dos vídeos de dez anos atraz. Reconheci o jeans e a camiseta preta. Reconheci a letra: “Dentro do seu fingimento/Crimes foram varridos à parte/Em algum lugar onde eles podem esquecer…..” Did you really want, mate? Só fiquei sabendo mais tarde, quando vi o set list , que aquela musica dedilhada no violão, que não reconheci, com a aquela voz de perda e desilusão, num crecendo hipnótico era a “outra” nova, a intensa “Mystic”. “Glory Box”, “Numb” e “Wandering Star” vieram na seqüência, olhei pros poucos gatos pingados atrás de mim e vi bocas abertas e olhos fixos na banda e nas projeções. Como foi bom ver mais um show com “visuals”, mas sem pirotecnias, loopings animados em flash e samplers de clichês cimematográ ficos. No palco somente meia dúzia de webcams fixas, a maioria em close-ups da banda, projetados em “Low-fi”. Simples e eficiente.
A industrial e minimalista “Machine Gun” foi a quarta musica nova da noite. “Over, Sour Times”, “Only You” e “Cowboys” fecharam o set. Nem uma palavra a mais foi dita. A banda deixa o palco e o pedido de More, more, moooooore....., é imediato. Retornam pras derradeiras “Roads” e a ultima da noite, a contagiante e também nova, “Peaches”. Portishead e uma banda que consegue falar de amor, perda, desilusão, desespero, solidão, deslocamento e rendição numa mesma sentença.
Nada em vão foi dito, nada além do necessário. Apenas um timido Thank you, fora do microfone, no final. O jeito foi tomar mais uma em silêncio no the Hatched Inn.
O videomaker e fotógrafo curitibano Marcelo Borges, atualmente vivendo em Londres, conta sobre o show da banda inglesa ícone do trip-hop, que está com disco novo e raros shows agendados
Marcelo Borges - Especial para o JE
A primeira vez que ouvi Portishead foi no show do Cores D Flores no primeiro Rock de Inverno no finado Circus Bar, em Curitiba. No palco, Marielle Loyola e Cassio Linhares (Zeitgeist Co.), num dueto nervoso, na versão deles de “Sour Times”. Ok, isso foi em 2000 e a musica é do disco Dummy de 1994. Demorei seis anos pra ouvir Portishead.
Em 2004, quando fiz uma viagem de bicicleta de Londres a Dublin, e já conhecia os álbuns da banda (Dummy, 1994, Portishead, 1997, Glory Times remix, e Roseland New York ao vivo 1998), decidi que terminaria a etapa inglesa da viagem em Portishead. Queria fumar um cigarro olhando pro rio Severn, queria estar na cidade natal de Geoff Barrow, o cara que colocou Portishead e o trip-hop no mapa. Acampei em Portishead ouvindo Portishead. Confesso que não gostei do lugar. Depois de uma semana pedalando pela Inglaterra, Portishead a mim pareceu morta, vazia, lugar bom pra quem ta a fim de ficar tranqüilo, bom pra deixar pra traz. Diz a lenda que a prefeitura da cidade desistiu de por placas com o nome do lugar, cansou dos roubos freqüentes, coisa de fan hardcore. No dia seguinte segui viagem para Cardiff no pais de Gales, e enquanto pedalava pensei que queria ver um dia Beth Gibbons cantando ao vivo. Parecia impossível.
Quase quatro anos depois, a banda que não lança um álbum de estúdio desde 1998, revela que o aguardado terceiro álbum está sendo mixado e três shows foram confirmados pra dezembro: Duas noites no All Tomorrow’s Parties/Nightmare Before Christmas, que é um festival de inverno, com a curadoria de 2007 a cargo do Portishead, e uma “gig” no minusculo Academy, em Bristol, cidade onde Barrow conheceu Beth Gibbons, e mais tarde, Adrian Utley e Dave MacDonald foram definitivamente integrados a banda.
Bristol e uma cidade portuaria, com tradição estaleira. Foi la, em 1843 que o primeiro navio de aço foi construído, o ss Great Britain que viajou em 1845 de Liverpool a Nova York. É também conhecida por ser a capital dos piratas ingleses. Sendo que o mais famoso, o legendário “Black Beard”, dizem os locais, ainda assombra o lugar.
Em dezembro, inverno por aqui, o frio e o vento só permitem ficar no máximo uma hora pelas ruas, o jeito e achar um Pub pra esquentar. Na frente do Bristol Academy, lugar do show, fica o The Hatched Inn , o pub mais antigo da cidade, aberto, segundo a placa na porta, por cerca de 1500. Fico ali tomando uma Guinnes, olhando pela janela do pub a modesta fila que começa se formar do outro lado da rua. Depois da terceira “pint”, fico pensando olhando pras vigas no teto do bar, teto que tem a idade do Brasil, que finalmente vou ver Portishead ao vivo, vou ver o show em Bristol. Um brinde barba negra, tenho que ir.
Team Brick abriu a noite, show de um homem só. Voz e pedaleiras. A voz de frei franciscano com muita distorção, e no meio o cara toca um sax nada saxofônico em cima dos loopings da voz em clima de capela. Gostei de Team brick, e por sorte vou filmar o cara em abril no meu trabalho semanal no Corsica Studios em Londres. Depois falo mais dele.
Blackout. Voz gravada em “português brasileiro” enquanto Portishead entra no palco: “.......O que você dá retornará pra você, esta lição você tem que aprender, você só ganha o que você merece.” No fundo os acordes suaves da nova “Wicca” seguida pela também nova, “Hunter”. Na terceira musica, “Mysterons” – opa, esta eu conheço. Caiu a ficha, que aquela mulher, bem mais madura, com até algumas ruguinhas na cara, era a Beth Gibbons dos vídeos de dez anos atraz. Reconheci o jeans e a camiseta preta. Reconheci a letra: “Dentro do seu fingimento/Crimes foram varridos à parte/Em algum lugar onde eles podem esquecer…..” Did you really want, mate? Só fiquei sabendo mais tarde, quando vi o set list , que aquela musica dedilhada no violão, que não reconheci, com a aquela voz de perda e desilusão, num crecendo hipnótico era a “outra” nova, a intensa “Mystic”. “Glory Box”, “Numb” e “Wandering Star” vieram na seqüência, olhei pros poucos gatos pingados atrás de mim e vi bocas abertas e olhos fixos na banda e nas projeções. Como foi bom ver mais um show com “visuals”, mas sem pirotecnias, loopings animados em flash e samplers de clichês cimematográ ficos. No palco somente meia dúzia de webcams fixas, a maioria em close-ups da banda, projetados em “Low-fi”. Simples e eficiente.
A industrial e minimalista “Machine Gun” foi a quarta musica nova da noite. “Over, Sour Times”, “Only You” e “Cowboys” fecharam o set. Nem uma palavra a mais foi dita. A banda deixa o palco e o pedido de More, more, moooooore....., é imediato. Retornam pras derradeiras “Roads” e a ultima da noite, a contagiante e também nova, “Peaches”. Portishead e uma banda que consegue falar de amor, perda, desilusão, desespero, solidão, deslocamento e rendição numa mesma sentença.
Nada em vão foi dito, nada além do necessário. Apenas um timido Thank you, fora do microfone, no final. O jeito foi tomar mais uma em silêncio no the Hatched Inn.
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